
Aqui estou eu acordada em um sábado de manhã e não pensem que sou daquelas estilo "Geração Saúde" que acordam cedo em pleno fim de semana. Mais uma noite em claro, nível taxativo de ansiedade 100%, remoendo a idéia de voltar pra Sampa, A Cidade que NUNCA dorme. Sinto tanta falta daquele lugar, onde por mais que você se sinta o ser humano mais solitário da literatura, você é obrigado e violentado a encontrar milhões de pessoas nas ruas, nas calçadas, nos elevadores. Rostos estes que jamais lhe permitiriam condenar-se à clausura. A Cidade Movimento. Onde os sonhos e desejos não param e as atitudes requerem urgências e nos lançam à vida feito catapultas enfurecidas. É preciso mais uma vez de um recomeço, estes parênteses que me vejo obrigada a colocar em minha vida tal como um vício. De fato, se minha vida fosse escrita em papel meus recomeços seriam marcadores de página no estilo "Post It".
Não vou ficar mais esta página sentada embaixo de uma árvore imaginária, vestida de forma bucólica e aguardando a areia da ampulheta escorregar pelo vidro. Se continuasse assim, logo eu estaria ouvindo música country, aqui nesta terra, onde as pessoas se não morrem por causa da violência, no entanto, morrem de tédio.

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