Ressaca
Ando meio cansada de tudo, cansada dessa vida de noitadas e bebedeiras sem fim que me envolvem num turbilhão etílico de sonhos frágeis e ilusões duradouras. Uma pirâmide de garrafas vazias empilhadas no canto da parede, o violão jogado mudo ao chão e palavras também vazias lançadas ao vento. E olho teu rosto cansado ao amanhecer meu caro amigo, dizendo que também abandonará essa vida torpe...E são palavras essas que duram até a próxima bebedeira.Meus pés afundam nesse lago de areia movediça e sinto definitivamente que preciso nadar até uma margem mais segura, menos sem sentido.
Sentido, sentido, sentido...Procura-se um sentido...já estou farta de aventurazinhas medíocres.

