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15 de julho de 2009

Ressaca

Ando meio cansada de tudo, cansada dessa vida de noitadas e bebedeiras sem fim que me envolvem num turbilhão etílico de sonhos frágeis e ilusões duradouras. Uma pirâmide de garrafas vazias empilhadas no canto da parede, o violão jogado mudo ao chão e palavras também vazias lançadas ao vento. E olho teu rosto cansado ao amanhecer meu caro amigo, dizendo que também abandonará essa vida torpe...E são palavras essas que duram até a próxima bebedeira.
Meus pés afundam nesse lago de areia movediça e sinto definitivamente que preciso nadar até uma margem mais segura, menos sem sentido.

Sentido, sentido, sentido...Procura-se um sentido...já estou farta de aventurazinhas medíocres.
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21 de julho de 2008

Dentro.


Busco rosas num jardim de espinhos...rosas de dentro, por fora seriam máscaras e me intoxica este teatro decadente. Onde se encontram as essências das coisas? Só vejo frutas podres que perdem as cascas numa dança infinita. Intensidade, desejo intensidade. É tudo raso. Enfrento a tempestade, que os ventos levem minhas vestes e arranque qualquer vestígio de superficialismo. Que se arranquem as peles, que a carne se mostre e que inunde de lágrimas o que antes era solo seco.
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