29 de setembro de 2008

Ser ou não ser...

Em um mundo onde não conhecemos a nós mesmos, ou melhor dizendo, não temos consciência de quem somos por completo, como ter a prepotência de achar que conhecemos as pessoas?eek Se não conhecemos a nós mesmos, como confiar totalmente ou ter plena segurança de que faremos algo de uma forma e não de outra? Sendo assim, como confiar nos outros que são outros tão desconhecidos quanto nós mesmos? Talvez seja por serem tão desconhecidos quanto nós mesmos, é que arriscamos confiar neles, assim como arriscamos confiar em nós mesmos.
Há coisas que não se explicam, mas nos questionamos sempre...O mistério do entorpecimento do não-saber, esta sensação que nos faz sentir confortáveis mesmo que temporariamente. Talvez não saibamos quem somos, porque estamos sempre sendo...
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haha


Isto sim é uma dupla satisfação da fase oral...
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26 de setembro de 2008

tum tuns...


Eu queria neste momento uma daquelas paisagens inesquecíveis, como que feitas a pincel, aquelas que nos marcam para todo o sempre e sempre retornam em nossos silêncios. Gostaria de me deitar no divã e ficar observando por horas, longe das imagens de metrópole e sem o clima ainda frio de inverno que passou mas permanece. Quem sabe fazer um mosaico, colando com cada pedacinho daquele lugar as dores dos amores que não podem ser mas são, das saudades que não se ausentam e da ansiedade imanente em cada alma humana que anseia que as coisas mudem de paisagem...
O bom da intensidade é que por mais que desejemos que algo seja arrancado de dentro da alma dos nossos sentimentos, mais ele cria raízes e floresce profundo, provavelmente regado com nossas lágrimas...Rosa vermelha do meu ser, ligada a meu próprio sangue, ó sentimento insistente, é ti que cultivo e venero dentro de meus templos abissais!wink
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25 de setembro de 2008

Remédio para todos os males...


Eis que o AMOR é uma força assim,
que não espera o não e nem mesmo o sim.
Mas tem a força de um vulcão,
acumulando labaredas que precisam explodir
eclodir em palavras imperfeitas que nem mesmo
seu poder conseguem transmitir
Quisera os homens conhecerem o poder de um
"eu te amo", simples e completo
capaz de curar todas as dores, alegrar mil corações
num único sorriso
Ah serás sempre o remédio capaz de trazer mil alegrias,
inundar a alma em poesia e desfalecer em torpor
Somente ti, meu guia e meu destino
oráculo da eternidade,
és tu Ó divino, ó Amor.
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18 de setembro de 2008

ó menina da cachoeira...


Foi no verde das matas, no transbordar das cascatas que provei o néctar da vida, como escrever o sentimento AMOR se nem todo o alfabeto do universo puderam ainda explicar este dom divino? Sou filha do Amor, esta minha Estrela Dourada, que traz em si todos os paradoxos e confusões da alma humana, pois jamais senti distância profunda entre amor e dor. Ao ver alma querida, sinto-me brotar a Vida e minha estrela brilha como farol a guiar os barcos dos pescadores, pescadores de Amor que somos, tão perdidos ficamos sem teu brilho e fervor. Mas eis que o Amor na Terra ainda é feito uma noz dentro da casca dura, uma fonte de lágrimas. Eu filha menina desse dom, sinto-me vazia se não o tenho, e o busco dentro dos caracóis escondidos que a vida nos traz, mas se não o sinto não tenho paz. Às vezes se me entrego a tristeza, sinto Seu Pranto junto a mim, minha estrela não brilha e sei que minha mãe estrela-guia, que me observa e me espia, em minha alma sempre repete a sinfonia: "ó menina da cachoeira, não sofras assim, tuas lágrimas transbordam os meus rios...Pois quando choras, é por ti que choro e por Mim".
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Que Simpsons eu sou haha

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24 de agosto de 2008

Digitais.

Comparações. Eis um termo que não deveria ser utilizado por nós, por que é tão difícil compreender que somos únicos e que toda comparação que possamos fazer de nós mesmos em relação aos outros, é um grande erro?!
Somos envolvidos por um véu de esquecimento sobre quem realmente somos, ao emergirmos da água lançamos um grito, o primeiro grito. Talvez para anunciarmos que estamos vivos e que fazemos parte desse mundo, ou então, simplesmente porque comparamos os ambientes, dentro e fora d´água. E o novo quase sempre é identificado como negativo, pelo menos a priori.
Somos marcados pelo mundo, mas também nele deixamos nossas marcas, mesmo que muitas vezes pequenas. Mas pequenas, a partir de que ponto de vista? Tamanho, tempo, ritmo, são meras comparações.
Somos ondas no mar das diferenças, ora seguimos o mesmo caminho, ora nos debatemos uns contra os outros, mas mesmo que nossos corpos se dividissem em mil pedaços, se fundissem, multiplicasse, jamais deixaríamos de ser quem somos. Unicidade. Um único que não permanece, uma eterna mutação, a Dinâmica da Vida.
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9 de agosto de 2008

Bolinhos de Bebês

Bom, vou postar esse trecho que plagiei da perfil de orkut de um amigo, porque achei GENIAL e porque eu achei SUPER clima de Dia dos Pais...Lá vai:
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Alguns anos atrás, todos os animais foram embora.
Acordamos uma manhã e eles simplesmente não estavam mais lá.
Nem mesmo nos deixaram um bilhete ou disseram adeus.
Nunca conseguimos saber ao certo para onde foram.
Sentimos sua falta.
Alguns de nós pensaram que o mundo tinha se acabado, mas não tinha. Só que não havia mais animais.

Não havia gatos ou coelhos, cachorros ou baleias, não havia peixes nos mares, nem pássaros nos céus. Estávamos sós.
Não sabíamos o que fazer.

Vagueamos por aí, perdidos por um tempo, e então alguém observou que, só porque não tínhamos mais animais, não havia motivo para mudar nossas vidas. Não havia razão para mudar nossa dieta ou parar de testar produtos que podem nos fazer mal. Afinal de contas, ainda havia os bebês.

Bebês não falam. Mal podem se mexer. O bebê não é uma criatura racional, pensante.

Fizemos bebês. E os usamos. Alguns deles, comemos. Carne de bebê é tenra e suculenta. Esfolamos suas peles e nos enfeitamos com elas. Couro de bebê é macio e confortável.

Alguns deles, usamos em testes.
Mantínhamos seus olhos abertos com fitas adesivas e pingávamos detergentes e shampoos neles, uma gota de cada vez. Nós os marcamos e os escaldamos. Nós os queimamos. Nós os prendemos com braçadeiras e plantamos eletrodos em seus cérebros. Enxertamos, congelamos e irradiamos.

Os bebês respiravam nossa fumaça e, na veias dos bebês, fluíam nossos remédios e drogas, até eles pararem de respirar ou até o sangue deles não correr mais.

Era duro, é claro, mas necessário.
Ninguém podia negar isso. Com a partida dos animais, o que mais podíamos fazer?

Algumas pessoas reclamaram, claro. Mas elas sempre fazem isso.
E tudo voltou ao normal. Só que...
Ontem, todos os bebês se foram.
Não sabemos para onde. Nem mesmo os vimos partir. Não sabemos o que vamos fazer sem eles.

Mas pensaremos em algo. Humanos são espertos. É o que nos faz superiores aos animais e aos bebês.

Vamos bolar alguma coisa...

NEIL GAILMAN
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31 de julho de 2008

Prefácio


Devo ficar alguns dias fora...Fora do ar, fora da rotina, fora de mim, não sei...Só sei que quero estar fora, bem fora daqui. Quero respirar fundo para um novo ritmo de vida, sonhar, manter a essência e aceitar o novo que me aguarda. Dessa vez as coisas serão diferentes, quero olhar a chuva lá fora batendo na janela e saber que ela não significa lágrimas, não desta vez, mas sim a fonte de um recomeço. Te aguardo em meu destino, as letras do teu nome foram escritas em dourado nestas páginas, com fontes acima de qualquer compreensão e distantes de qualquer divagação lógico-racional...Por que? Pois é assim que se escreve o ETERNO.
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28 de julho de 2008

Mosaico.


Hoje o dia amanheceu cinza, mas talvez só para mim que tranquei a beleza do amanhecer em algum lugar longínquo e adormeci no baú de sonos profundos...E nada sonhei. Despertei numa quase noite, aquela hora em que você percebe o dia indo embora e na verdade deseja que ele já tivesse terminado.
E não é dor o que você sente, somente uma longa espera. Você espera que o vento leve pra longe essa angústia e lhe traga novos sabores, já antigos pra você, e que prove que cada lágrima teve alguma razão de ser. Você olha no espelho e não sabe o que vê, não sabe o que está ali ou além daqueles cacos. Você quer dizer algumas palavras que assine algum pacto de sangue feito num passado que você não conhece...Quer quebrar esta imagem refletida e voar pra bem longe das feridas, mas você nada diz. Você espera...
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