24 de agosto de 2009

Rosas vermelhas

Entre meus dedos uma taça de vinho e em minha alma cicatrizes que brilham sob a luz da lua...Ah fogueira minha, ilumine minhas dores e me coroe de flores nesta dança que me eleva acima das tempestades com a ponta dos pés!
Envio meu sorriso aos pássaros para que plantem no céu anil mais uma estrela e ainda busco minha pérola sagrada neste baile de máscaras. Ah máscaras de carne, como sois todas iguais em seus olhares de granizo! Te envaideces por gerar fontes de lágrimas, mas supremo e divino de fato é aquele que se torna capaz de gerar fontes de bálsamo, cachoeiras de amor e mares de doces lembranças...
Se não me reconheces, cavalheiro, neste denso oráculo da eternidade...basta que me observes dançar em volta da fogueira com o olhar nas estrelas e com a lua a me fazer brilhar nesta noite eterna...Não me conte as cicatrizes, mas sim as rosas de meu jardim...Pois terás uma para cada dia em que te busquei nestes dias sem fim, para que pudesse ressuscitar meus sonhos e relembrar-me o significado do mantra felicidade.
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8 de agosto de 2009

[des]pedaços

E ela caminha vagarosamente enquanto seus pés tocam o mármore. E o frio já não sente, tudo se torna morno quando se gera na alma uma fonte de gelo. O olhar fixo a deslumbrar o nada, desejando que tudo apodreça nesse cadáver de teatralidades que chamam de mundo. E que sua alma apodreça eternamente como seu corpo, este marionete de suas imoralidades.
E nas trevas de suas dores, só o eco do vazio.
As divindades se tornaram pagãs e as emoções são folhas jogadas ao vento, em suas cores macilentas, feito peças de um quebra-cabeça que se perdeu em zilhões de pedaços microscópicos...tais como germes, vírus enfraquecidos que já não são mais capazes de infectar com a doença amor os bonecos de gesso.

Ouvindo: Hungry Lucy - A girl alone
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